O que faremos?
A principal preocupação do IFE é exatamente o que diz seu nome: Como formar? E como educar?
O IFE não é e não pretende ser uma escola, Universidade ou entidade educativa. É uma associação que quer criar as bases de uma educação cultural de qualidade.
Para isso, consideramos necessário:
- Oferecer a pessoas de talento, por meio de cursos e seminários para grupos pequenos, a oportunidade de desenvolver um trabalho intelectual sério e de ter contato com a grande cultura clássica. Trata-se de criar, ao longo dos anos, uma «massa crítica» de intelectuais de primeira categoria que possam orientar o estudo de outras pessoas e venham a ser, no dia de amanhã, formadores de opinião pela sua seriedade intelectual. Neste sentido, continuaremos a seguir os moldes dos Great Books Programs, cada vez mais difundidos no âmbito anglo-saxônico.
- Promover o acesso aos meios básicos de difusão cultural, os «grandes livros». Por estranho que possa parecer, é gritante a falta de acesso a trabalhos fundamentais em língua portuguesa; assim, por exemplo, a única tradução integral para o português da obra de Platão, feita por Carlos Alberto Nunes, está esgotada há muitos anos e sem previsão de reedição; e a obra completa de Aristóteles ainda não foi traduzida. E o mesmo se aplica a muitos outros livros fundamentais para a compreensão do nosso mundo moderno. A nossa segunda linha de atuação será, portanto, a tradução e editoração dessas obras, e o seu lançamento em parceria com alguma sólida editora nacional.
- Para marcar a nossa presença no mundo cultural brasileiro e dar a conhecer as nossas idéias, pretendemos manter uma revista de cultura semestral que estimule uma nova forma de participar no debate de idéias no Brasil. Embora o formato e a proposta sejam algo inovadores para o Brasil, já tiveram sucesso em outros lugares do mundo; basta pensar, por exemplo, na americana The New Criterion. Além disso, tudo indica que hoje existe uma demanda por esse tipo de publicação cultural.
- Por fim, no longo prazo, pretendemos criar outras instituições mais especializadas de ensino.
A idéia do Instituto e a educação centrada na grande cultura clássica, em si mesmas, não são nada de novo. Não faltam exemplos concretos dessa atitude e desse pensamento, tanto na História como na atualidade.

